†
São Francisco de Assis
O glorioso São Francisco de Assis, venerado como o Seráfico Pai e instituidor da Ordem dos Frades Menores, encarna um dos capítulos mais esplêndidos da hagiografia católica. O seu chamado vocacional ecoou a partir das ruínas da Capela de São Damião, onde o Cristo crucificado dirigiu-lhe a ordem peremptória para que restaurasse a Sua Igreja. Ao invés de lançar-se em heresias ou dissidências típicas de sua época, Francisco submeteu o seu carisma à autoridade apostólica, peregrinando até Roma para prostrar-se aos pés do Sumo Pontífice Inocêncio III. Ali, a sua regra de estrita observância evangélica foi chancelada, provando que a autêntica reforma eclesial brota sempre da obediência dogmática e da submissão filial à Cátedra de Pedro.
A tradição atesta que a alma de Francesco era um farol de pureza que irradiava a graça santificante sobre toda a criação. Os relatos monásticos e a Legenda Maior de São Boaventura registram fenômenos místicos de extrema magnitude, desde o amansamento do lobo em Gubbio até a pregação aos pássaros, eventos que não traduzem um mero romantismo ecológico, mas a restauração da harmonia edênica operada por um homem que, mediante a penitência, alcançou extraordinária conformidade com a graça divina. Os seus milagres demonstram o domínio absoluto do espírito sobre a matéria, fruto de vigílias exaustivas, jejuns rigorosos e uma adoração perpétua ao Santíssimo Sacramento da Eucaristia.
A culminância teológica de sua vida ocorreu no ano de 1224, durante o retiro espiritual no Monte Alverne. Ao contemplar a Paixão do Senhor com lágrimas inesgotáveis, um serafim alado de seis asas desceu dos céus, transpassando o corpo do místico e cravando-lhe os sagrados estigmas da crucificação. Este fenômeno documentado marcou a carne do santo. Francis tornou-se, assim, um alter Christus, um testemunho vivo da participação humana no sofrimento redentor de Cristo, caminhando os seus últimos anos suportando as dores atrozes do Calvário para a salvação das almas.
O trânsito heroico de São Francisco de Assis, ocorrido na Porciúncula em 1226, reveste-se da mesma austeridade que marcou a sua jornada. Sentindo a aproximação da irmã morte corporânea, pediu para ser despido e deitado sobre a terra nua, para que expirasse nos braços da mais estrita pobreza. Para o fiel católico imerso nas tribulações contemporâneas, o testemunho deste baluarte da fé oferece uma âncora inabalável. Recorrer à intercessão do Seráfico Pai é armar-se contra as seduções do século, aprendendo a abraçar a cruz diária com mansidão e a encontrar na Eucaristia a fonte inesgotável da verdadeira vida.
Oração
"Senhor, fazei de mim um instrumento da Vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor.
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão.
Onde houver discórdia, que eu leve a união.
Onde houver dúvidas, que eu leve a fé.
Onde houver erro, que eu leve a verdade.
Onde houver desespero, que eu leve a esperança.
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria.
Onde houver trevas, que eu leve a luz.
Ó Mestre, fazei que eu procure mais:
consolar, que ser consolado;
compreender, que ser compreendido;
amar, que ser amado.
Pois é dando que se recebe.
É perdoando que se é perdoado.
E é morrendo que se vive para a vida eterna."
Prece Poética
Ó Seráfico peregrino da Úmbria, que desposaste a pobreza quando o mundo cultuava o ouro. Que as tuas chagas sagradas sejam o selo da nossa coragem, e que o teu silêncio em Alverne pacifique as tempestades do nosso espírito. Ensina-nos a caminhar descalços sobre as vaidades da terra, erguendo os olhos apenas para a luz inefável que não se consome.
Graças Relatadas (0 relatos)
VoltarAinda não há graças registradas para este intercessor.
Seja o primeiro a compartilhar seu testemunho de fé.
A História de São Francisco de Assis
†
O glorioso São Francisco de Assis, venerado como o Seráfico Pai e instituidor da Ordem dos Frades Menores, encarna um dos capítulos mais esplêndidos da hagiografia católica. O seu chamado vocacional ecoou a partir das ruínas da Capela de São Damião, onde o Cristo crucificado dirigiu-lhe a ordem peremptória para que restaurasse a Sua Igreja. Ao invés de lançar-se em heresias ou dissidências típicas de sua época, Francisco submeteu o seu carisma à autoridade apostólica, peregrinando até Roma para prostrar-se aos pés do Sumo Pontífice Inocêncio III. Ali, a sua regra de estrita observância evangélica foi chancelada, provando que a autêntica reforma eclesial brota sempre da obediência dogmática e da submissão filial à Cátedra de Pedro.
A tradição atesta que a alma de Francesco era um farol de pureza que irradiava a graça santificante sobre toda a criação. Os relatos monásticos e a Legenda Maior de São Boaventura registram fenômenos místicos de extrema magnitude, desde o amansamento do lobo em Gubbio até a pregação aos pássaros, eventos que não traduzem um mero romantismo ecológico, mas a restauração da harmonia edênica operada por um homem que, mediante a penitência, alcançou extraordinária conformidade com a graça divina. Os seus milagres demonstram o domínio absoluto do espírito sobre a matéria, fruto de vigílias exaustivas, jejuns rigorosos e uma adoração perpétua ao Santíssimo Sacramento da Eucaristia.
A culminância teológica de sua vida ocorreu no ano de 1224, durante o retiro espiritual no Monte Alverne. Ao contemplar a Paixão do Senhor com lágrimas inesgotáveis, um serafim alado de seis asas desceu dos céus, transpassando o corpo do místico e cravando-lhe os sagrados estigmas da crucificação. Este fenômeno documentado marcou a carne do santo. Francis tornou-se, assim, um alter Christus, um testemunho vivo da participação humana no sofrimento redentor de Cristo, caminhando os seus últimos anos suportando as dores atrozes do Calvário para a salvação das almas.
O trânsito heroico de São Francisco de Assis, ocorrido na Porciúncula em 1226, reveste-se da mesma austeridade que marcou a sua jornada. Sentindo a aproximação da irmã morte corporânea, pediu para ser despido e deitado sobre a terra nua, para que expirasse nos braços da mais estrita pobreza. Para o fiel católico imerso nas tribulações contemporâneas, o testemunho deste baluarte da fé oferece uma âncora inabalável. Recorrer à intercessão do Seráfico Pai é armar-se contra as seduções do século, aprendendo a abraçar a cruz diária com mansidão e a encontrar na Eucaristia a fonte inesgotável da verdadeira vida.
Também alcançou uma graça?
Sua história merece ser preservada.
Transforme sua Graça alcançada em um santinho exclusivo, com Registro de Memória Digital.
by Corpo Digital | Unidade de Performance